sexta-feira, 29 de agosto de 2014

GOVERNANÇA E DEMANDAS POLÍTICAS – A FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS E A SATISFAÇÃO DA NECESSIDADE PÚBLICA.

Avaliação da Disciplina ACH3626 - Gestão de Organizações sem Fins Lucrativos ministrada pelo Prfº Drº Marcelo Arno Nerling
Thaís Roberto da Silva (Graduanda do Curso de Gestão de Políticas Públicas da EACH – USP. Nº 3461758)

A sociedade como grupamento não é estática as mudanças ocorrem de maneira gradual, em poucas situações as mudanças ocorrem aos saltos. As relações políticas seguem o mesmo rumo.
As reformas políticas no século XX tiveram como paradigma a busca por governança partindo da situação política e social dos países que as implementaram, como afirma Pollit e Boukaert. A New Public Management (NPM) como montada nos países anglófonos (principalmente nos EUA e na Grã-Bretanha) não foi implantada da mesma maneira na França (que tem um histórico de burocracia formada nos moldes weberianos) e na Alemanha (com sua população multicultural).
No mundo acadêmico a escolha pelo NPM deve-se a facilidade de obtenção de livros em inglês que analisam os processos de mudança administrativa e, por isso, tornou-se um paradigma, em partes por ser um modelo que visa redução de custos num período histórico com crises econômicas (como os choques do petróleo, a crise mexicana, a russa e a bolha especulativa imobiliária norte-americana) e uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC) como ferramenta para melhorar processos.
O histórico socioeconômico dos EUA (um país que tem como padrão a livre iniciativa, a redução do estado no mercado, etc.) explica o foco nas privatizações, terceirizações de atividades públicas considerando que os entes privados são mais capazes de prover os bens que a população deseja. Aqui temos o cidadão tratado como cliente. Já o histórico da Grã-Bretanha tem ligações com o keynesianismo, que começou a dar sinais de que não era mais capaz de lidar com as crises de mercado dos anos de 1970, com a entrada da Sra. Thatcher no poder com seu viés mais liberalista temos a adoção das ideias de abertura de mercado e privatizações.
O que atualmente é conhecido como globalização pode ser analisado como um processo de aumento na velocidade do tráfego de informações via remota também gerou pressões sobre os governos, uma vez que a transnacionalidade das empresas, o aumento da mobilidade dos mercados, a alta rotatividade do dinheiro acabaram por interferir na maneira como o Estado tipo keynesiano controlava o mercado. As empresas tendem a buscar o lucro, países com alta tributação tendiam a perder investimentos e empregos. A NPM foi considerada a panaceia que controlaria este tipo de problema por reduzir custos via cortes e vendas de ativos, o que atraia investidores.
Os paradigmas administrativos no início do século eram os weberianos, com o racional-legal predominando nos debates, já que se buscava clareza nos discursos e redução do patrimonialismo. Nas últimas décadas buscou-se junto ao mercado a expertise das técnicas de previsão de situação, entre outras, para lidar com as mudanças no cenário socioeconômico. Esta visão meramente mercadológica gerou muitas externalidades, entre as negativas temos a redução dos processos participativos além das eleições, a questão ecológica e a uma regulamentação falha das empresas que prestavam serviços ao público, entre outras.
Os anos de 1990 trouxeram em seu arcabouço uma revisão de algumas práticas gerencialistas, com grupos de pressão (Greenpeace, comunidades locais, etc.) buscando reconhecimento e participação nos processos das políticas, questionando as ações do poder público, sua relação com os entes privados e a falta de transparência dos gastos com a redução de custos – estudos provam que ao cabo o controle de custos preconizado pela NPM não foi tão abrangente como o esperado, em muitos casos os gastos aumentaram. Aqui os acadêmicos começaram a questionar a visão NPM buscando exemplos de práticas políticas mais participativas.
Pollitt e Boukaert afirmam que a linguagem importa, como pode ser constatado na escolha dos gestores brasileiros pela NPM como paradigma de governança. Como a maior parte dos textos produzidos pelos acadêmicos são em inglês com estudos de caso de seus países de origem que são usados como modelos universais com uso disseminado nas agências internacionais.
No caso da América latina (AL) e o Brasil a busca pela governança e transparência – um processo de ao menos trinta anos nos países anglófonos e do hemisfério norte – tem um histórico mais recentemente, em partes devido às instabilidades político-sociais (golpes de estado, problemas econômicos e sociais, etc.) e em partes devido a herança do período colonial, onde o acesso ao mercado era restrito e muitas vezes condicionado ao clientelismo e ao patrimonialismo.
A Lei de Acesso à informação tem reduzido esta dificuldade, junto com a digitalização de periódicos e a criação de fóruns sobre políticas públicas. Trevisan e Van Bellen (2008) acrescentam que no que diz respeito como as avaliações são escritas o foco tende a ser no fracasso, passando ao largo das questões políticas, tratando a implementação com um viés racional legalista linear, desconsiderando os processos políticos que geraram as políticas, não sendo comum nos planos mais locais a existência de um sistema de monitoramento par acompanhar a política pública como afirma Jannuzzi (2011). Uma “(...) abordagem que melhor expressa o quadro real das políticas públicas é a que a considera um processo contínuo de decisões que, se de um lado pode contribuir para ajustar e melhor adequar as ações ao seu objeto, de outro, pode alterar substancialmente uma política pública” (Trevisan e Van Bellen. 2008: 535).
O tipo de escolha dos instrumentos “decorre mais do objetivo da política ou programa sob observação e de seu escopo social do que da preferência intelectual do analista” (Figueiredo e Figueiredo. 1986: 109), mas esta escolha não está desligada de idiossincrasias do avaliador como colocado por Lascoumes e Le Galès (2012), Faria (2005), Figueiredo e Figueiredo (1986). Estes últimos dão o nome de moralidade política ou social a este tipo de escolha. 
O instrumento faz parte de um repertório de possibilidades políticas que o gestor tem que tratar ao escolher e que tem ligação com o tempo de governo, grupos de pressão, a clareza da informação a ser ofertada, o tipo de política pública, quem são os fomentadores da política, o tipo de empreendedor nos moldes de Kingdon (2006), etc. E considerando o que afirmam Arretche (2001) e Jannuzzi (2011), deve levar em conta que se a informação não é inteligível ela fica aquém do esperado já que não suscita resultados práticos para o uso da informação.
A política (politics) não deve ser colocada de lado já que se trata, antes de qualquer coisa, de lidar com pessoas que foram democraticamente colocadas em posições de comando, e delas emanam as decisões sobre quais as políticas (policies) devem ser postas em prática como preconiza Torres (2006). “Relevância para a Agenda Político-Social é uma das propriedades fundamentais que devem gozar os indicadores escolhidos para a elaboração de diagnósticos socioeconômicos ou avaliação de programas sociais (...)” (Jannuzzi. 2010: 181)
Jannuzzi (2011: 264) alega que “(...) a formulação de políticas configura-se como um processo que envolve a interação de muitos agentes, com diferentes interesses. É marcada por apoios entusiasmados de alguns, resistências legítimas ou não de outros.” Em suma, este não é um processo simples como mostra o modelo do ciclo de políticas públicas.
Draibe (2001) coloca que a criação de um conhecimento que tenha ligação com o novo, cujo processo de obtenção dos dados deve ter estrita observação de métodos científicos que, para setores como os que cuidam de cultura e ações de assistência social, cujas alterações na vida das pessoas só podem ser medidos ex-post e cujos desdobramentos muitas vezes escapam ao meios de análise disponíveis, a busca por uma cesta de indicadores, ou de um indicador simples é uma atividade que requer um conhecimento amplo dos grupos que serão atingidos, da qualidade de vida, entre outros, conforme afirma Jannuzzi (2010; 2011) e Torres (2006).
A avaliação de processos pode requerer o emprego de técnicas variadas de coleta de informações usadas na pesquisa social. A avaliação de resultados e impactos, por sua vez, pode requisitar a adoção de entrevistas com agentes institucionais, grupos de discussão com beneficiários do programa, pesquisas amostrais, delineamentos quasi-experimentais ou estudos comparativos de casos.
A especificação do delineamento metodológico adequado aos objetivos da pesquisa de avaliação pretendida é, pois, ponto crucial. (Jannuzzi 2011: 265)”

Como colocado por Jannuzzi (2011: 264) “(...) a formulação de políticas configura-se como um processo que envolve a interação de muitos agentes, com diferentes interesses. É marcada por apoios entusiasmados de alguns, resistências legítimas ou não de outros.” Em alguns “momentos críticos”, o equilíbrio pode ser pontuado por períodos de rápida mudança. “Esses momentos têm início quando a atenção a uma questão rompe os limites do subsistema e chega ao macro-sistema (sic) político (ou à agenda governamental, no modelo de Kingdon)”.(Capella. 2005: 28-29)
 “[O] (...) conhecimento estruturado da realidade sócio demográfica, das potencialidades e fragilidades da economia, da dinâmica conjuntural do emprego, das restrições e condicionantes ambientais de um município, região ou estado é um bom ponto de partida para assegurar que os programas e outras ações públicas estejam mais ajustadas às necessidades de seus públicos-alvo e ao contexto da intervenção social, ampliando as chances de sucesso e de efetividade das Políticas Públicas no país”. (Jannuzzi 2011: 164)
Para que um problema capture a atenção do governo, é preciso que uma imagem, ou um entendimento sobre uma política efetue a ligação entre o problema e uma possível solução (Baumgartner e Jones, 1993, 27). A criação de uma imagem é considerada um componente estratégico na mobilização da atenção do macro-sistema (sic) em torno de uma questão. Quando há um entendimento de que condições indesejadas são causadas por elementos como catástrofes naturais, por exemplo, não se espera a atuação governamental; no entanto se as mesmas condições são atribuídas à negligência governamental, cria-se uma demanda pela intervenção estatal e a questão tem grandes possibilidades de emergir na agenda. Assim, a imagem de uma política intervém fortemente na transformação de condições em problemas”. (Capella. 2005: 27)
Como visto na introdução a transversalidade das demandas políticas pode por vezes acarretar a ideia de descontinuidade e atraso, como se os entes públicos fossem demasiadamente lentos para lidar com a problemática das questões sociais. As parcerias que o Estado faz com as OSS’s e as OSCIP’s são um meio de melhorar as relações entre os entes e o cidadão e aumentar a eficiência e a eficácia das políticas.

BIBLIOGRAFIA

ARRETCHE, Marta T. S. “Uma contribuição para fazermos avaliações menos ingênuas”. In: BARREIRA e CARVALHO (org.) Tendências e perspectivas na avaliação de políticas e programas sociais. São Paulo: IEE/PUC-SP, 2001. Disponível em http://www.fflch.usp.br/dcp/assets/docs/Marta/Arretche_2002.pdf. Acesso em 09/07/2014.
CAPELLA, Ana Claudia. Perspectivas Teóricas sobre o Processo de Formulação de Políticas Públicas. In: Hochman, Gilberto; Arretche, Marta e Marques, Eduardo (org.) Políticas Públicas no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2007.
DRAIBE, Sonia Miriam. Avaliação de implementação: esboço de uma metodologia de trabalho em políticas públicas. In: BARREIRA e CARVALHO (org.) Tendências e perspectivas na avaliação de políticas e programas sociais. São Paulo: IEE/PUC-SP, 2001.
FARIA, Carlos Aurélio Pimenta. A política da avaliação de políticas públicas. Revista Brasileira de Ciências Sociais. Vol. 20 nº. 59 outubro/2005. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbcsoc/v20n59/a07v2059.pdf Acesso em 09/07/2014
FIGUEIREDO, M.F. e FIGUEIREDO, A.M.C. Avaliação política e avaliação de políticas: Um quadro de referência teórica. Análise & Conjuntura. Belo Horizonte, 1 (3), set./dez. 1986, pp. 107-127.
JANNUZZI, Paulo de Martino. Avaliação de programas sociais no Brasil: repensando práticas e metodologias das pesquisas avaliativas. Planejamento e Políticas Públicas – PPP, no36, Jan/Jun, IPEA, 2011. http://www.ipea.gov.br/ppp/index.php/PPP/issue/view/30 Acesso em 09/07/2014
JANNUZZI, Paulo de Martino. Indicadores no planejamento público. In: BAENINGER, R. População e Cidades: subsídios para o planejamento de políticas sociais. Campinas, Nepo/Unicamp 2010
KINGDON, John. Juntando as coisas. In: SARAVIA, Enrique e FERRAREZI, Elisabete. Políticas Públicas – Coletânea, Volume 1. Brasília, ENAP, 2006.
LASCOUMES. Pierre e LE GALÈS, Patrick. A ação pública abordada pelos seus instrumentos. Revista de pós-graduação em ciências sociais. V. 9, nº 18, julho/ dezembro 2012. Disponível em http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rpcsoc/article/view/1331. Acesso em 09/07/2014
Pollitt, C. & BOUKAERT, G. (2011). Public management reform: a comparative analysis. Oxford: Oxford University. 3rd edition. Capítulo 1
TREVISAN, Andrei Pittol e VAN BELLEN, Hans Michael. Avaliação de políticas públicas: uma revisão teórica de um campo em construção. RAP – Revista da Administração Pública. Rio de Janeiro 42(3):529-50, maio/jun. 2008. Disponível em www.scielo.br/pdf/rap/v42n3/a05v42n3.pdf acesso em 09/07/2014 Acesso em 09/07/2014
TORRES, Haroldo. Demografia urbana e políticas sociais. Revista Brasileira de Estudos Populacionais. São Paulo, v. 23, n. 1, p. 27-42, jan./jun. 2006. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbepop/v23n1/v23n1a03.pdf. Acesso em 16/07 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Pensar demais mata

Estava eu no meu lugar, me frustrando.
Sabe esta sensação besta de que tem algo faltando e não se sabe o quê? Tipo abrir a geladeira seis milhões de vezes num mesmo dia e não encontrar nada para comer? 

Então, estava eu no meu lugar quando vi um texto, ou melhor, li um texto. Este texto, para ser mais específica: As vantagens de ser Invisível, Leia o Livro, Veja o Filme, Não Necessariamente Nessa Ordem

Então entendi o que me incomodava: não escrever.

Não que eu não tenha escrito este ano, veja bem escrevi por demais: textos e mais textos versando sobre política, projetos e #mimimi em geral. Mas eu não escrevi sobre o que me move: ler.

Eu li as vantagens de ser invisível em 5 horas. Leitura fácil, só que não. É um texto que causa ansiedade, pelo menos para mim, já que as cartas não seguem lineares, tem lapsos no tempo. Para mim é complicado, fico pensando: o que será que ele fez neste período que não foi escrito?

E li outros livros mais, mas isso é para outro dia...

domingo, 12 de agosto de 2012

Baby, I'm back!

Imagine a seguinte situação: excesso de informações. Simples assim.

Nada criterioso, tenho que assumir.
Mas espero que reconheça que muito, na maior parte das vezes, não quer dizer melhor ou maior.
Uma vez isto claro partamos ao que interessa:
 Excesso de informações pode ser nocivo, pelo fato de que ao se  aumentar a quantidade de alternativas temos, ao fim, ao invés uma melhoria na qualidade do que se deseja obter temos uma perda de clareza do que se quer escolher.
Tchan!
Esta sou eu, uma pessoa que de tanto focar em informações não sabe o que fazer com elas a não ser, talvez, um texto com tantos rodeios que deveria ser colocada no status de Belas Artes: assume, você realmente ficou impressionado!
De acordo com o histórico do blog fiquei uns 19 meses sem escrever, inserir vídeos ou qualquer coisa que tornasse a existência deste espaço ao menos próxima do objetivo dele:
Ser um ambiente de higiene mental
Mas porque isso?


Como escrito acima peco pelo excesso de dados. E para evitar a praga do egocentrismo e academicismo preciso "desopilar o figo", "sabecomé?"
A ideia que norteou a criação deste espaço acabou sendo suplantada pelas inovações das mídias sociais, A.K.A. twitter e facebook.
No caso do primeiro o imediatismo e o desafio de descrever minhas ideias, noções e projetos em 140 caracteres foi o que me atraiu, no caso do facebook a facilidade de contato com as pessoas.
Um blog é muito impessoal, as pessoas muitas vezes não dão retorno do que lêem, ao contrários das outras mídias, mas como coloquei no título, baby i'm back.
Preciso muito de desabafos, de poder exercer em toda a totalidade o prazer de ser sarcástica, debochada, cínica e irônica, além de ter um agregador mais seguro para as pérolas visuais que encontro neste mundo digital sem fronteiras, como La tigresa del oriente! Oquei?

Momento mimimi whiskas sache sabor atum:
Vídeo de rapers franceses (sim, eles existem!) que me causaram, a princípio um certo estranhamento, mas depois me diverti muito imaginado o que os animais que o povo do Discovery channel faria se estivessem atrás das câmaras:

Só clicar no link e ver a mágia acontecer...


Então é isso, estou de volta as paradas de "suuuuucesso" do mundo dos blogues, vamos ver até quando.
Muito obrigada!
Partiu para ler "A hora da estrela", porque a vida não 'tá "fáceo" para ninguém bebê!













Resto do Post

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

2012, a gente vê por aqui...



La Tigresa Del Oriente - Nuevo Amanecer
Eu devo gostar demais de sofrer, porque né... Cúmbia em geral são ruins, meio como tecnobrega, não tem fim e a letra meio que parece uma cola.
Quando você menos espera eis que o trem domina seus pensamentos e você começa a cantarolar...
Minha nova musa da World Music é a tal tigresa.
Aff.


Fui!



Resto do Post

Musa! Delírio! Gargalhadas! Elza Soares meets Valeska Popozuda!


Delfín Hasta El Fin, La Tigresa Del Oriente y Wendy Sulca - En Tus Tierras Bailaré

Veja bem... Me acabo certo?
Não tô boa, porque minhas férias acabaram...

Logo "Sofrão"!

Fui!





Resto do Post

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O que bitch quer dizer ...

O que bitch quer dizer: Garota sem vergonha.

Garota Sem Vergonha Doctor MC's

 Ah! Os clássicos dos anos 90! O lirismo, o belo desenvolvimento textual... Sinto as lágrimas. Aff!
Mas porque esta escolha de música para ilustrar o título?
É que ando muito da sem vergonha na hora de escrever. Ando mega super extra preguiçosa para escrever, mas aproveitando o ensejo lá vamos nós...

Coisa que fiz no mês de Agosto:
Fui ao aniversário de minha irmã no Esquina Paulistana, que fica perto da Avenida Sumaré. O legal do lugar é que fazendo a reserva, por um preço mínimo a consumação é livre. O que significa que comi muitos petiscos de pizza (coisas de paulistano! Pizza em pequenos pedaços para comer com guardanapo. Somos nojentos, sabe? Comemos pizza em pratos...) e muita cerveja.  Dieta pra que, né?

Coisas que fiz no mês de Setembro

Que eu lembre não fiz nada muito espetacular, acho até que fiz o percurso trampo, aula, casa.
Ah! Lembrei! Fui para o treinamento de ATE (Assistente Técnico Eleitoral - aka Babá de mesário), que consistia em um vídeo muito do precário sobre os mesários que mais trabalharam nas eleições (no melhor estilo heróis da resistência) e saber onde eu ficaria nestas eleições. 

Gente, todas as escolas de minha região tem MILHARES de escadas. Sei que existe um projeto meio capenga de abertura das escolas públicas para os portadores de deficiência. Lindo, na teoria. Como funciona a parte da acessibilidade em uma escola que não tem rampa? Oi?
Para tirar esta coisa ruim de nego que só aparentemente é letrado, eis que fui no niver de minha amiga no Frango com Tudo, que faz parte do conglomerado da tal da Lílian Gonçalves, que fica na Rua Canuto do Val, Santa Cecília, tem um resumo deste lugar, que está em algum post perdido...
Sem mentira, gastei 50 dinheiros em sucos e água com gás. Porque ser saudável não é nada, mas estar sóbria e gravar pessoas dançando Justin Bieber, isto  não tem preçooooooooooooooooo!
Bibetes:

Coisas que fiz no mês de Outubro (tipo, além de escrever né?)

Fui trabalhar no Sábado dia 02/10 montando seção eleitoral e no Domingo dia 03/10 passando raiva com gente que só aparentemente é alfabetizada. E não estou escrevendo sobre os eleitores, certo?

Creio eu que mesário, antes de mais nada, é uma forma de vida baseada em carbono letrada. Minto, eu acreditava nisso até ver documento ser entregue errado, atas não preenchidas (tem uma livreto com orientação para os mesários, que também passaram por treinamento melhor que o meu, onde está escrito com letras garrafais sobre a necessidade de preencher este cazzo!) e documentos não assinados. 
Resultado da novela: fiz step (já escrevi que a escola onde fiquei tinha dois lances de escadas com 20 degraus cada? se não acabei de descrever) por exatos 10 km (olha, tenho certeza mais que absoluta por que por acaso estava com o celular de minha irmã que tem podômetro ) ganhei 8 folgas (desculpaê que sou linda! sou ricah!) e fui dispensada do 2º turno. Fiquei meio triste pelas folgas que não consegui mas quando me conscientizei que: no mesários e posso viajar sem medo de processo federal, meus olhinhos brilharam!!!

Passando este perrengue eis que só me diverti.
Fui no aniversário de minha amigo no dia 08/10 na Casa dos Artistas, da tal da Lílin Gonçalves, este lugar me leva a algumas considerações: antes de reservar qualquer lugar para eventos favor confirmar a agenda. Minha amiga caiu nesta roubada. Pensava que como no dia que ela foi ia ter samba, mas demos de cara com a liga geriátrica (sei que um dia envelhecerei e participarei da liga das senhoras de cabelo roxo e sem noção, mas ainda tenho tempo beleza? Não gostou, pena) e uns tiozinhos detonando os clássicos brega, mas depois das 23h00 o negócio melhorou, entrou uns caras levemente gatos para cantar sertanejo.
O lugar tem 3 ambientes, dois que cheiram a roupa guardada desde a aurora dos tempos e um com pole dance e ar condicionado, que não tem cheiro nenhum.

Acredito que o cheiro de roupa velhíssima seja devido aos relicários (não consigo imaginar um nome melhor, são molduras de vidro com roupas de artistas bregas dependurados na maior parte da casa).

O melhor para o final: no ambiente principal tem algo que de longe parece um palco de teatro de variedades saído direto do Moulan  Rouge, acho que minha amiga tem fotos, se der "buto" aqui.

O resto de feriado fiquei em casa dormindo que nem tenho tanta disposição monetária, mais isso mudará pois serei muito RICA!

Depois escrevo sobre minha novela do Passaporte.

Por hoje é só

Fui!

Resto do Post

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Oh, i like dancing everyday - cuidado, este post tem links assustadores.

( Prepare-se para imagens fortes se clicar nos link's, É por sua conta e risco.)

Oh, you and me
Au all the times
El conga la conga quiero bailar
Ai ai ai ai
(...)
(Gretchen - Conha, conga, conga)

Ok! Curto Música Pra Pular Brasileira (MPPB) -  e curto muito mais fazê-lo em karaokês.
Considere o seguinte: porque eu, com minha voz desafinada irei estragar, sei lá, Marisa Monte se posso pegar um clássico ruim da música brasileira como o Sidney Magal?
Devo assumir que meu setlist é um dos mais horrorosos possível.
Mas de onde surgiu o ideia de fazer este post?

Estava eu lendo o blog http://puxacachorra.blogspot.com, no caso um texto sobre as 10 piores letras da Música Brasileira, quando me dei conta que a maior parte das pérolas do cancioneiro popular ali descritas já foram, vez ou outra, cantadas por mim nestes karaokês perdidos na Região da Santa Cecília, onde floresce o conglomerado de Lilian Gonçalves, a auto-denominada Rainha da Noite Paulistana, que está criando uma calçada da fama que para os moradores locais mais parece uma infâmia, desculpem a piada sem graça, mas tenho uma queda por trocadários do carilho!
E após este breve histórico, vamos ao post propriamente dito:  Uma amiga comemorou seu aniversário num karaokê na Paulista, o nome nem lembro, apesar do lugar ser super família.

Adendo do texto

Sempre achei este negócio de designar um lugar como sendo de família idiota, afinal de contas quem frequenta - nunca me acostumo com este negócio de não usar trema! - são apenas os familiares do dono? Não, imagino eu. Logo é cretina esta denominação, mas considerando que existem lugares em que as pessoas portam-se como hedonistas - teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana (Wikipedia) - o ambiente do karaokê era quase tedioso.

Fim do adendo

Acredito que diversão é algo que se pode fabricar, e não é necessário muito para isso. Como uma boa crente lá fui eu me divertir. 
O que seria divertido em um karaokê de salas reservadas? O prazer de cantar os standarts bregas, sem os olhares surpresos dos que não me conhecem! Ultimate guilt pleasure!  
Não lembro bem todas as músicas, mas cantei pelo menos umas 8. 
Taí outra razão de gostar de salas reservadas: não tem muita espera, e aquelas pessoas  que cantam insuportavelmente bem, o que dá um certo terror de pegar o microfone. Imagine a cena (ou como diria a Sacha - a sena): aparece uma pessoas com voz e jeito de calouro do Raul Gil, manda muito bem cantando My way e depois chego com Não se reprima com direito a coreografia. Comicidade total. Agradeço a caipiroska de kiwi e a sakerinha de morango pelo auto controle de cantar este clássico dos anos 80 sob os olhares aterrorizados de uma parte da plateia e a entrega total a batida por parte da outra parte mais "alegre" das pessoas presentes. Obrigada!

Mas seguem algumas das músicas detonadas por euzinha:

Não se reprima - Menudos (clássico!), Conga, conga, conga - Gretchen , Dançando Calypso - Banda Calypso  (não gosto de forro, que esteja bem entendido! Fui pega pelo maravilhoso trabalho de rima: Cavalo manco, agora eu vou te ensinar. Isso e muito mais  você só vai encontrar no Pará... Sinto as lágrimas chegando e minhas costelas quase estourando com o esforço de rir baixo! ), O amor e o poder - Rosana (sempre lembro da TVPirata com a 'novela' Fogo no Rabo), Fogo e Paixão - Wando (Ah! O lirismo, a cara de ogro, as tias que jogam calcinhas! Este homem, como disse uma amiga minha, é a esperança vencendo a realidade!), Me chama que eu vou - Sidney Magal este sim é IDALO! MUSO! Deste a década de 70 do século passado até hoje ele mantém o mesmo corte de cabelo seboso/ latin- lover! Por causa dele parei de reclamar de minhas madeixas! E cantei outras músicas que nem me lembro mais. Obrigada Senhor pela perda de memória seletiva!

E por escrever sobre vergonha eis que sexta passada fui a um Happy Hour no Shopping Light (que é ruinzinho demais como Shopping, mas a praça de alimentação é 'tudibão') onde o disckjockey estava de brincadeira.
Olha, não sou a melhor programadora do Universo, afinal de contas meu sonho de consumo é cantar Rita Cadilac, mas o fulano empacou em algum lugar brega dos anos 90 do século passado (assumo que é ridículo escrever assim, mas ao mesmo tempo é interessante avaliar que já temos 10 anos de novo século, que de acordo com os especialistas do Calendário Maia - quem em santa consciência decide se tornar um especialista em Apocalipse?- acabará em 21/12/2012. O site do link é tão excessivamente sério que chega as raias do tragicómico, eu ri, sou má?)
Sente o drama da escolha musical : Las Ketchup - Asereje , Rick Astley - Never Gonna Give You Up - esta música virou um meme ano passado, existiam links para o novo cd don Guns's n'Roses que iam direto para a este clip. Comédia! E chegando ao XXI Century as músicas babas: Beyonce Single ladies, Black Eye Peas, Justin Bieber e outros jabas radialisticos.
Mas nem tudo foi sofrimento auricular, o que salvou minha noite foram os dançarinos e a fauna local.
As figuras que por alí pululavam, "Gezus!" como diria a Regina Duarte  medo , mas três figuras dominaram a 'naite': um guri/ guria, uma guria/ guria e uma mulher que só o equilíbrio dinâmico para explicar como ela ficava na vertical!
Os guris fizeram as coreografias das Las Ketchup e da Beyonce, já a companheira do desafio vertical, esta mais parecia o povo que vai em casamentos onde se dão conta que são capazes de dançar sob quantidades exorbitantes de bebidas alcoólicas e viram os tais virais no Youtube, com suas dancinhas descoordenadas e a capacidade sobre humana de ficar sobre os pés!

Bem, por enquanto é só.

Fui!
Muito Obrigada!




Resto do Post

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Sem São Paulo, o meu nome é solidão...

Amo muito de verdade Sampa, se bem que meu amor é sempre posto a prova em períodos de feriado prolongado. É surpreendente como sempre acontece algum tipo de mudança brusca na temperatura, e quase sempre para zoar de vez qualquer projeto de viagem.

E temos o trânsito. Gentem é uma "coiss-di-doidu", já diria uma das instrutoras que trampam comigo. As fotos dos congestionamentos não dão a total clareza do negócio. É nego vendendo gêneros comestíveis, brinquedos infláveis de gosto duvidoso, crianças e adultos fazendo malabarismos com os objetos mais improváveis, motoqueiros cortando por todos os lados, é de gelar a espinha.


E temos o lado positivo da equação: a cidade após o tumulto da fuga: sem trânsito, sem filas intermináveis nos locais (teatros, boliches, pistas de patinação, pistas de kart) e muitos locais fechados. Ou seja, filas em cinemas são de lei, principalmente se a sala de projeção é em Shopping, mas fazer o que, pelo menos entro nos museus de boa!!! (love!)

E neste Corpus Christi - pelo que me lembro das aulas de crisma é o dia em que Jesus ascendeu aos céus após a ressurreição, nem vou pesquisar porque tô com preguiça - temos eventos super interessantes, o que causam um certo tumulto em Sampa:

A marcha por Jesus - que está ligada aos bispos da Renascer em Cristo, os que foram deportados de Miami após cumprirem pena por entrada de valores não declarados na alfândega - pelo que lembro, porque tô em ritmo de feriado e trabalharei de acordo com minhas reminiscências, tinha dolar até em Bíblia oca. Ondéquetavamesmo?

Ah! A marcha, que após anos zoando o trânsito nos acessos da Zona Norte para a Zona Sul, e por tabela Zona Oeste e Leste, está confinada a um trecho perto do Sambódromo, o que não deixa de ser engraçado, como uma bela piada de humor negro, os manos gritando hinos cristão do lado do templo da sexualidade explícita. E acaba com o livre movimentação de uma parcela da população que reside próximo, mas antes eles do que 90% da cidade.

Como tem sido nos últimos 4 anos temos na mesmo final-de-semana a Parada sopa de letrinhas que já trocou de nomes zilhões de vezes e no momento acho que é LGBT, onde temos o povo mais colorido e simpático que os manos da marcha, com trio elétricos e milhares de turistas de todas as quebradas do Mundo para Sampa, o que nos leva a consideração que antes Gay e endinheirado do que evangélico quebrado - aqui está a explicação da Parada passar pela maior parte do centro econômico, ter mais , estrutura pública -banheiros quimicos, policiamento, equipes de resgaste do que a Marcha.

Hoje tô muito é da malvada e vou parar por aqui. Acho que ainda esta semana farei uma resenha da festa da minha irma, que foi em maio - ¬¬  vergonha! - e da festa do meu amigo que será amanhã.

Muito Obrigada.

Fui!




Resto do Post

terça-feira, 1 de junho de 2010

Qual a diferença entre o charm e o funk?

Um anda bonito e o outro elegante.


Ah! Nada como uma músiquinha datada para animar o ânimo numa terça pré-feriado.

Mas a música tem lá suas razões de estar aqui no post.

Olha, veja bem, estava eu comendo atemoia, uma fruta muito mega blaster show-de-bola do universo, quando uma forma de vida baseada em carbono veio com uma dúvida me atrapalhar no fim do almoço.

Gente, fim de almoço é uma hora super sagrada, é um momento em que, após traçar um papazinho, forrar o estômago, sei lá mais o que o povo inventa de palavras para o ato de alimentar-se, anyway, estamos meio que saindo de uma espécie de transe de felicidade passageira, meio que voltando a realidade de trabalho, estudo, em resumo, vida cotidiana em geral, o cidadão vem me corta a onda!

E tudo por causa de uma porcaria de um Memorando, que, no ver do fulano, deveria ser um ofício.

Oi? E eu com isso? Me auto perguntei e óbvio verbalizei, porque antes perder a amizade do que uma boa piada.

Eis que após não explicar nada o citado meio que deu a entender que a partir daquele momento o problema era "Tipo meu". OMFG!

E lá fui eu pesquisar no site do Governo Federal, eis que me irritei, e fui ao Santo Wikipédia e num é que achei um link?

Não sei se é certo, mas coloco o texto que enviei ao perguntador:

" Boa tarde.

Eu poderia ter feito um resumo do assunto Memorando versus Ofício, mas o senhor meu pai, servidor do judicíário estadual, professor de português nas horas vagas e sádico em tempo integral, sempre me disse que ler é um método de aprimoramento do vocabulário. Em suma nunca tive o prazer de ter as facilidades de um belo livro de resumos pode trazer aos estudantes sobrecarregados de baladas, então não vejo um porque para lhe poupar de uma leitura que evitará, no futuro, dúvidas em relação a diferenciação de textos técnicos administrativos.

Mas como sinto-me feliz devido ao feriado se avizinhando, decidi enviar os links que podem auxiliá-lo na busca pela a solução do dilema Memorando/ Ofício:

http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/aviso-e-oficio
http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/memorando

Sem mais, despeço-me

Att."
Muahhhhhhhhhhh! Me auto amo-me !

Fui!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Dude...

Ando meio desligada, eu nem sinto meus pés no chão.
Olho, e não vejo nada, eu só quero...

Dude, eu quero muito no momento viajar para Buenos Aires e assistir ao show do Aerosmith. Não necessariamente nesta ordem.

Olha, veja bem, eu poderia usar este espaço para chorar minhas pitangas, aquelas pequenas coisas que tendemos a aumentar: como uma mancha naquela roupa super legal que desejamos usar para causar uma boa impressão no trabalho ou na saída com "a" pessoa; a chuva quando esquecemos o traste do guarda-chuva, aquele trambolho que sempre que sai da bolsa atrai as nuvens cumulus-nimbus; o cabelo que não fica arrumado nem sob ameaças de homicídio capilar; a roupa que insiste em mostrar as dobras michelan da cintura e por aí vai.

Mas não, uso este espaço para dividir meus desejos, que convenhamos são simples: um show de uma banda sexagenária, que toca rock pop sem frescuras, mas cujo preço do ingresso é desrespeitoso, principalmente se considerarmos os preços praticados na parte Norte do Hemisfério (mesmo considerando a taxa de câmbio o preço é amargo). Já a dita viagem depende de liberação de minha adorável chefia, que nem considera a possibilidade.

Mas sonhar é algo que não ocupa espaço, né não? E alimenta mais que ficar me amuando com os pequenos problemas que preenchem o dia.

PS: Aceito doações de ingressos da área VIP do show do Aerosmith. Sério.

Muito obrigada.

Fui!

PS2: Olha, sinceramente não sei o que deu errado na postagem, mas graças a meu amigo que assina o RSS (cada um gasta o tempo como quer...) do Blog, descobri que a visualização estava incompleta. Mas agora o negócio está redondo!

Beijos me twitta!