quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Sobre circunlóquio

Depois de muito me estressar decidi mudar...
Parece até música da Rita Lee. Coisa bem anos 80. Deprimente. Cheira a calça beg, lurex, cores brilhantes, programas infantis imbecilizantes (o que explica muitas pessoas...), danças com passos coordenados, mullets, costeletas... Irck!!!
Sempre me considerei uma pessoa com sérios problemas de defict de atenção.
Qualquer coisa que tenda a ser repetitiva ou mesmo sem maiores emoções e variações me chateiam e logo perco o interesse e busco desesperadamente falar sobre outras coisas (como escrever sobre os anos 80. Muito se disse mas ninguém explica os mullets e as calças beg...).
E me perco em meio a idéias e exaspero de meu interlocutor.
Entendo a revolta das pessoas ao falar comigo, sempre tenho idéias sobre os assuntos que falamos, e interfiro constantemente na conversação.
Como as pessoas que não conseguem ficar com as pernas paradas eu não consigo manter minha mente extática, como uma borboleta presa em uma caixa de vidro, bela mas morta.
Minha mente vaga muito, as vezes me causando medo, ansiedade, dúvida, e uma certa dose de desespero por não me sentir capaz de controlar o contínuo fluxo de idéias, sentimentos que corta meu cérebro a cada nano segundo.
A alguns anos fui apresentada ao conceito de Blog. A facilidade de escrever postar e estar aberta a críticas de estranhos acerca do brainstorm que sinto.
Gostei muito da idéia, me pareceu um método agradável de diminuir a pressão da minha mente sobre minha pessoa.
E a 4 anos fico entre indas e vindas neste Mundo virtual e estranho. Às vezes criticando o que me rodeia ou, na maior parte das vezes, tendo momento de escritas aleatórias, vagando sobre informações e questionamentos sem nunca me aprofundar excessivamente, mas sempre tentando traduzir o que em minha mente sinto tentar fugir e, acho, DOMINAR O MUNDO!!!
Meu último Blog, o finado Arquivo de Mentiras (que não dá para acessar adequadamente devido a não adequação da UOL a software abertos, o que me trás aqui neste espaço) era no mínimo interessante. Como as ferramentas de configuração do texto não eram ativas para mim, usuária de Linux, acabei por deixar de lado e esquecer o uso do Blog.
Mas a pressão sempre está presente e aqui estou eu, escrevendo novamente para estranhos, e aberta a seu crivo.
As razões que me levaram a buscar um solução para minha incessante criatividade (tal e qual uma criança hiperativa, minha criatividade precisa ter atividades contínuas para ser saudavel ou o cinismo e o deboche dominam e me causam certos problemas de interação social) foi o medo de acabar sofrendo uma espécie de estupor mental, afastamento das pessoas e virar uma ermitã urbana, como muitas pessoas que vejo.
Nada é bom o suficiente, apenas elas são boas, inteligentes, sabem o que deve ser feito e o resto da humanidade é um lixo tóxico.
Não quero isso para mim! As pessoas sempre me divertiram e perder esta interação e PIOR ficar presa apenas a mim achando que "tô abafando, benhê", é algo que me causa pânico.
Ficar tal como as pessoas que freqüentam eventos fechados (se não gostou da frase ponha a mão na consciência e pense: somente coisas que dizem verdades afetam as pessoas...), com uma taça de prosecco e um ar afetado falando sobre assuntos aleatórios e banais como se fossem a quintessência da sabedoria ocidental.
Que meu espírito não padeça deste mal...
E como este é um circunlóquio e estou devaneando sobre escrever e sobre o finado Blog da UOL (homônimo deste) decidi transcrever algumas coisas do outro para este, mas será aos poucos, com o aval de minha criatividade e, como este é meu Mundo, com as cores e verdades que eu achar adequadas.

O Rei está morto.
Viva o Rei!
Fui!

2 comentários:

  1. Que bom que tenha voltado a ativa, sempre gostei de ler o que vc escreve, exceto quanto é algo que sinto estar além das minhas neuroses...
    Aparece no meu blog... beijos

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  2. a propósito, temporada das rosas é da sua amiga sara.

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Nada é imutável.
E opiniões auxiliam na tarefa de mudar mentalidades.
Tente a sorte, quem sabe você consegue...