sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Sobre contos de fada e escolhas de vida

Cá estou eu de novo postando depois de um longo período de avaliações.
Até que não fui muito mal... Minha média global continua sendo 8!!! Coisa fina eu!

Em 19 dias (data do último post) aconteceram muitas coisas: meu cotovelo está melhor (dói menos! coisa boa!!), minhas aulas acabaram (estou de férias da faculdade deste o dia 18!), não irei trabalhar na semana do Natal, consegui emagrecer 2,300 kg e ganhei um prêmio, não comprei presente para ninguém e descobri que uma amiga está grávida e que outra vive um dilema e tanto em relação a um relacionamento.

E pensei muito sobre contos de fada. Explico:

Estive acompanhando a histórias das gurias do Sul do país que foram encontradas mortas.
Em comum o fato de serem jovens (em plena fase de pré-adolescência) e de classe social mediana. Estas histórias me lembram o conto da chapeuzinho vermelho. E surpreendentemente a superinteressante do mês de dezembro fez uma reportagem sobre os tais contos.
A história da chapeuzinho é a mais tenebrosa. No conto original as duas (avó e menina) são devoradas e acaba assim. Triste e tétrico.
esta é uma história bem atual. Mulheres (meninas) andam despreocupadas pela vida e encontram homens (lobos) simpáticos, faladores que conseguem obter o máximo possível de dados e confiança da vítima e as comem (abusam, estupram) no final e nem sempre aparece um caçador (salvador) para evitar o mal.

Em relação as minhas amigas penso na história da Gata Borralheira (a do relacionamento) e da Rapunzel (a da gravidez).

No caso da primeira ela sentia-se preterida pelo amor e respeito da figura feminina predominante (madrasta/ mãe) assim que toma uma forma mais feminina (amadurece fisicamente) e tenta obter aprovação sendo uma serviçal da família e como não consegue então tenta sair do controle da família, via casamento, que no conto termina feliz, o que leva muitas a buscar a redenção de uma sem sentido num relacionamento, colocando suas fichas nisso, e lógico quebrando a cara, pois se não conseguir se reconhecer como uma pessoa capaz de escolher e responsabilizar-se pelas escolhas colocando nos outros a carga (sua infelicidade está liga à figura materna que não provê a atenção que ela acha que merece, ou colocando no principie/ marido a fonte de sua felicidade, ignorando que o fato de ser feliz/ infeliz depende apenas dela e de suas escolhas) sempre será miserável.

No caso da segunda temos um desespero de desenredar-se da família (a figura materna a impede - a seu ver- de obter a felicidade e independência), e assim ela seduz/ é seduzida, e acaba engravidando. E o príncipe não sabe de nada, a ele é negado esta informação. Ao descobrir o fato a mãe adotiva (ela a ganha de maneira pouco ortodoxa dos pais biológicos - ela troca rabanetes, que eram o desejo da mãe, pelo bebê) a manda sair do castelo. Ah! A tal pessoa era uma bruxa (ô preconceito) que construira uma torre sem portas para manter a menina longe das dores e problemas do Mundo real. No conto original a Rapunzel é renegada pelo príncipe, e vai esconder-se num deserto, onde morre ao dar a luz e os filhos acabam junto a pessoa que ela menos queria: o pai. Mais uma vez temos a imposição da responsabilidade sobre sua vida e escolhas nos outros, mas aqui temos que ao tomar uma decisão (ter os filhos - gêmeos), ela acaba sofrendo uma punição: a perda da vida. A escolha foi tardia e ela paga por isso. As dores não serão divididas com o parceiro da inseminação (aff! Como sou fria!!! brbrbrbrbr!) e ela morrerá para a vida que conhecia.


O que mais gosto deles é que em suas versões originais eles são crús e agridoces, como a vida. e eles podem ser analisados de várias maneiras, ao contrário dos livros de auto-ajuda. Os contos de fada são uma alegoria da vida humana, como um livro de auto-ajuda sem aquele conversê todo sobre como você deve viver sua vida. E torná-los milionários...

Em tempo: o significado de meu nome (minha amiga comprou um livro de nomes, estranho depois de velha saber o fado que meu nome traz...) significa aquela que se admira. Ou seja, pode me odiar o que você não consegue é deixar de admirar!! Muito humilde!

Bem chega!
Vou comer!
Fui!!!!!!!

Um comentário:

  1. Uou, Uou e Uou...
    Você é dotada de desenvoltura e raciocínio ultra lógico... E definitivamente vc não é autista...rs

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