sábado, 28 de março de 2009

E lá vamos nós!

O mundo dá voltas e eu nunca percebo.

Já faz uma quantidade de tempo considerável desde meu último post, sinto falta de expressar minhas ansiedades de forma escrita, mas minha rotina conspira contra.

Estudo, trabalho, organização de minhas coisas, amigos, família. Tudo ao mesmo tempo e tudo tratado quase igual: sem a atenção merecida e com a sensação de cansaço permeando cada uma das atividades.

Ontem foi meu desaniversário, (isso só funciona se a pessoa ao menos assistiu o filme da Alice no país das maravilhas) e surpreendentemente tive bolo! O que não aconteceu em meu natalício propriamente dito.

Muitas pessoas ficam incomodadas com meu desinteresse nestas coisas prosaicas: festas de aniversário, casamentos, batizados, bar mitzvas e comemorações em geral. Não me importo se as pessoas lembram ou não, se sabem ou não se me convidam ou não, não ligo.

O que me atrai são reuniões de amigos (sou mesmo uma pessoa estranha...), pessoas que gostam de conversar e rir juntas.

Este meu interesse nesta atividade gerou um novo blog: o Faixa Abdominal Larga, que tenho com umas amigas. Ele ainda não decolou mas espero que isso seja apenas devido a falta de familiaridade.

Familiaridade, palavra comprida, que esta ligada a algo que eu gostaria muito de ter, um vínculo maior com minhas potencialidades, que sempre escapam pelos meus dedos, mas decidi dar uma mudança de rumo nisso.

A aproximadamente 1 ano atrás uma de minhas professoras disse que meus textos são bons para um público leigo, mas que eles são "jornalísticos" demais para um texto puramente acadêmico, podendo causar problemas caso eu me decidisse pela carreira de pesquisadora.

Isso me causou certa estranheza no momento (foi um elogio ou uma crítica?), mas como tudo o que me incomoda e que não consigo entender a essência deixei de lado, mas agora, depois de uma belíssima lesão, devido a escrever demais manualmente e fazer trabalhos repetitivos no trampo começo a pensar: e aí?

Vou ficar o resto de minha vida como uma mera burocrata por não ter o dom da pesquisa que é o que realmente gera frutos doces na carreira administrativa?

Fora o fato que eu prefiro fazer decoupage a ler sobre Karl Marx. E então estou novamente em uma sinuca de bico e meus queridos amigos pedindo conselhos sobre a vida deles...

Estou tão enrolada em meus problemas que agora solucionar os dos outros não é mais um método de esquecer os meus, mas de apenas obter mais alguns para a coleção.

O mundo gira rápido e eu não vejo o tempo passar. Mas preciso rever isso e descobrir qual o caminho que me dá prazer de seguir, porque no final das contas todos terminam do mesmo jeito: Morte.

O caminho se faz ao caminhar dizem os budistas...

E o Mundo dá voltas...

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