segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Engatilhar e faiscar

Sábado foi um dia atípico em muitos parâmetros.

Em primeiro lugar senti vontade de postar, coisas que só hoje se concretizou, apesar do texto estar pronto deste a data fatídica.

O início do texto que fiz no Sábado mais que só escrevo hoje é...

"Sexta foi um dia atípico em muitos fatores.

Assumo que é um início cretino para qualquer tipo de texto mas esclareço: Situações que sempre me pareceram lendas urbanas ocorreram comigo.

Quem nunca ouviu histórias sobre objetos ou pessoas que ficaram presas nas portas do metrô? Se nunca ouviu não é habituè do transporte sobre trilhos na região metropolitana de Sampa, anyway no dia já citado minha mochila ficou presa na porta do metrô. Só percebi o que estava ocorrendo quando comecei lentamente (acho que foi até bem rápido, coisa de segundos, mas a sensação temporal nunca acompanha a conscientização, logo para minha mente passaram-se algumas looongas horas) a perceber que os olhares sanguinários estavam voltados especificamente para minha pessoa, e foi quando acabei tirando minha mochila das costas e, milagrosamente o trem voltou a se mover. (Anotem - Mico número 1.)

Eu sou uma compulsiva por metrô. Tem pelo menos 10 anos que uso quase diariamente este meio de transporte, e isso nunca aconteceu.

A parte mais surpreendente disso tudo foi o fato de ter conseguido chegar a tempo no trampo! E foi quando percebi que o livro que deveria ser devolvido para a biblioteca estava sobre minha mesa, que estava em minha casa. Consegui falar com minha irmã que muito gentilmente levou o livro para o trabalho dela onde depois fui buscar.

Ao sair do trampo e me dirigir para a região Central de Sampa, perto da famigerada 25 de março foi que percebi que algo estava muito estranho: não tinha trânsito.

Não entendeu? Explico: fim-de-ano, pagamento e trânsito numa sexta são coisas interligadas. Eram 17h00, horário de caos, principalmente se considerarmos que: tem chovido demais, o Serra e o Kassab decidiram fazer todas as obras possíveis e imagináveis que incluam zoar o trânsito durante este período de caos e consegui chegar no trampo de minha irmã em 20 minutos. Meu record anterior tinha sido 01h20!

Peguei o livro e fiquei de conversê com minha irmã que estava indo viajar, o que torna o fato dela carregar um livro pesado mais a mala ainda mais esquisito, e ela nem reclamou! Então fui para o ponto para ir a aula. Nisso as coisas meio que voltaram ao eixo.

Trânsito pesado das 18:30! Beleza. Depois de 20 minutos de espera (também normal) entrei num ônibus extremamente cheio, nisso encontro uma amiga da facul (anormal). Ela costuma ir de metrô.

Então começamos a conversar sobre a prova que iríamos ter, gramática de francês, nisso um homem visivelmente embriagado começou a gritar que queria sair, que estava sendo acusado injustamente e começou a bater na porta, pedindo para sair.

Então o motorista (a meu ver xiita até a morte) decidiu parar na frente do quartel general da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), não sabe o que é? Meu, "Googla" que o negócio é "nervoso".

Nisso eu me irritei e falei aos brados que tinha prova e que queria descer, minha amiga começou a rir, acho que de nervoso, e então vi 4 caras da ROTA, com as escopetas em mãos e, engatilhando as ditas pediram para o motorista, que tinha decido e chamado o povo, abrir a porta.

Neste meio tempo decidi que o melhor era ficar no ônibus. (Mico 2) O encrequeiro foi devidamente enquadrado, e sinceramente falando, nem ligava de ser "enquadrada" também, os caras eram beeeeem gatos!!!

Então chegou o tão esperado ponto, descemos e entramos na estação Tiradentes, que é o método mais prático para atravessar a Avenida com o mesmo nome. Foi então que um cão passou por nós e subiu a escada rolante. Comecei a rir, e quando cheguei na sala para a prova estava meio tonta, nem sei o que saiu.

Nisso sai de uma e fui fazer exame de outra... Coisa de maluco.

E temos as faíscas, que ainda não entraram na história:

Voltemos ao Sábado (tô parecendo filme do Almodovar, para falar do presente só através de flashbacks) Neste dia apresentei uma resenha que fiz com a minha companheira de desventuras. Era um texto da Clarice Linspector, que será colocado em momento oportuno aqui, que tratava do Amor.

Após minha apresentação uma outra amiga (aff, isso tá ficando muito estranho, é gente sem nome por demais!) me mandou um bilhete, onde dizia que eu era efusiante mas que me adorava.

Efusiante sempre me dá a impressão de algo faiscante, barulhento, excessivo. Mas seja lá como for, devolvi o bilhete para a pessoa, escrendo nele que ele tinha me inspirado e que eu faria um post, só não sabia bem como sairia.

Uma boa parte do texto fiz Sábado, durante a aula de Português, o resto agora.

E fico com uma pergunta dançando em minha mente: efusiante seria algo faiscante???

Fui!

Muito Obrigada!

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