quinta-feira, 3 de junho de 2010

Sem São Paulo, o meu nome é solidão...

Amo muito de verdade Sampa, se bem que meu amor é sempre posto a prova em períodos de feriado prolongado. É surpreendente como sempre acontece algum tipo de mudança brusca na temperatura, e quase sempre para zoar de vez qualquer projeto de viagem.

E temos o trânsito. Gentem é uma "coiss-di-doidu", já diria uma das instrutoras que trampam comigo. As fotos dos congestionamentos não dão a total clareza do negócio. É nego vendendo gêneros comestíveis, brinquedos infláveis de gosto duvidoso, crianças e adultos fazendo malabarismos com os objetos mais improváveis, motoqueiros cortando por todos os lados, é de gelar a espinha.


E temos o lado positivo da equação: a cidade após o tumulto da fuga: sem trânsito, sem filas intermináveis nos locais (teatros, boliches, pistas de patinação, pistas de kart) e muitos locais fechados. Ou seja, filas em cinemas são de lei, principalmente se a sala de projeção é em Shopping, mas fazer o que, pelo menos entro nos museus de boa!!! (love!)

E neste Corpus Christi - pelo que me lembro das aulas de crisma é o dia em que Jesus ascendeu aos céus após a ressurreição, nem vou pesquisar porque tô com preguiça - temos eventos super interessantes, o que causam um certo tumulto em Sampa:

A marcha por Jesus - que está ligada aos bispos da Renascer em Cristo, os que foram deportados de Miami após cumprirem pena por entrada de valores não declarados na alfândega - pelo que lembro, porque tô em ritmo de feriado e trabalharei de acordo com minhas reminiscências, tinha dolar até em Bíblia oca. Ondéquetavamesmo?

Ah! A marcha, que após anos zoando o trânsito nos acessos da Zona Norte para a Zona Sul, e por tabela Zona Oeste e Leste, está confinada a um trecho perto do Sambódromo, o que não deixa de ser engraçado, como uma bela piada de humor negro, os manos gritando hinos cristão do lado do templo da sexualidade explícita. E acaba com o livre movimentação de uma parcela da população que reside próximo, mas antes eles do que 90% da cidade.

Como tem sido nos últimos 4 anos temos na mesmo final-de-semana a Parada sopa de letrinhas que já trocou de nomes zilhões de vezes e no momento acho que é LGBT, onde temos o povo mais colorido e simpático que os manos da marcha, com trio elétricos e milhares de turistas de todas as quebradas do Mundo para Sampa, o que nos leva a consideração que antes Gay e endinheirado do que evangélico quebrado - aqui está a explicação da Parada passar pela maior parte do centro econômico, ter mais , estrutura pública -banheiros quimicos, policiamento, equipes de resgaste do que a Marcha.

Hoje tô muito é da malvada e vou parar por aqui. Acho que ainda esta semana farei uma resenha da festa da minha irma, que foi em maio - ¬¬  vergonha! - e da festa do meu amigo que será amanhã.

Muito Obrigada.

Fui!




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